sábado, 25 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Estenose aórtica grave e Insuficiência Mitral Funcional - by Fábio Soares
Há poucos dias postei uma revisão sobre o tema EAo x IM funcional. Gostaria de compartilhar com vocês este belo exemplo do que vimos na revisão anterior:
Paciente feminina, idosa, portadora de Estenose aórtica grave evoluindo com choque séptico e edema agudo de pulmão refratário. Em uso de 50ml/h de Noradrenalina 2 x concentrada
Euroscore bastante elevado. Indicado valvotomia percutânea aórtica no intuito de desmamar drogas vasoativas e melhora das trocas gasosas, pelo alívio da pós-carga do VE e possível melhora da IM. Realizada valvotomia com balão número 22.
Desmame rápido e progressivo de aminas vasoativas, até sua suspensão me menos de 24horas. Resolução do edema agudo de pulmão refratário.
Leia revisão sobre o tema:
http://ecobahia-mitoseverdades.blogspot.com/2010/12/estenose-aortica-e-insuficiencia-mitral.html
Paciente feminina, idosa, portadora de Estenose aórtica grave evoluindo com choque séptico e edema agudo de pulmão refratário. Em uso de 50ml/h de Noradrenalina 2 x concentrada
Euroscore bastante elevado. Indicado valvotomia percutânea aórtica no intuito de desmamar drogas vasoativas e melhora das trocas gasosas, pelo alívio da pós-carga do VE e possível melhora da IM. Realizada valvotomia com balão número 22.
Desmame rápido e progressivo de aminas vasoativas, até sua suspensão me menos de 24horas. Resolução do edema agudo de pulmão refratário.
Leia revisão sobre o tema:
http://ecobahia-mitoseverdades.blogspot.com/2010/12/estenose-aortica-e-insuficiencia-mitral.html
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
Um belo achado...
Senhoras e senhores, visitando blogs afora, acabei encontando esta pérola aqui. Vale muito a pena passar um bom tempo lendo e conhecendo mais um pouco da Arte e da Medicina.
Pedi para a proprietária do blog, Dra Renata Calheiros Viana (DF), e esta permitiu a postagem de links do seu site.
Que tal iniciar com uma curiosidade sobre Sherlock Holmes? E será que o Dr. Gregory House é uma versão pós moderna do personagem de sir Arthur Conan Doyle?
Boa leitura.
Abraço a todos
Pedi para a proprietária do blog, Dra Renata Calheiros Viana (DF), e esta permitiu a postagem de links do seu site.
Que tal iniciar com uma curiosidade sobre Sherlock Holmes? E será que o Dr. Gregory House é uma versão pós moderna do personagem de sir Arthur Conan Doyle?
Boa leitura.
Abraço a todos
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
PCA diagnosticado = PCA tratado? by Gildo Oliveira
Dr. Gildo encaminha o seguinte caso:
Paciente feminina, 8 anos de idade, nascido de parto prematuro, assintomática. Comparece ambulatorialmente para realização de ecocardiograma transtorácico. Familiar refere já ter realizado vários exames previamente
Indications for PDA closure:
We recommend PDA closure for patients with a significant left-to-right shunt who are symptomatic, have evidence of left cardiac overload (ie, left atrial or ventricular enlargement), or have mild to moderate pulmonary arterial hypertension (PAH) (Grade 1B).
We recommend PDA closure for patients with a previous episode of endocarditis regardless of the size of PDA in the absence of severe PAH (Grade 1C).
We suggest closure of small but audible PDAs even in the absence of a significant left-to-right shunt, because we believe the long-term benefit of closure (eg, prevention of endocarditis) outweighs the risk of intervention, especially in infants and children (Grade 2C). An alternative approach is to defer PDA closure and routinely follow patients.
The management of silent PDAs (no audible murmur) is controversial. In our institution, the decision for PDA closure is made on an individual basis, primarily based upon physician and patient/family preference.
We suggest observation rather than closure of PDAs in patients with severe PAH and/or right-to-left shunt (Grade 2C). These patients have or are likely to develop Eisenmenger syndrome (PAH, right-to-left shunting, and cyanosis) and may need the shunt to maintain cardiac output.
Treatment — Interventions for ductal closure include pharmacologic therapy, which is used exclusively in premature infants, percutaneous catheter occlusion, and surgical ligation. Once the decision is made for PDA closure, the age and size of the patient, and the availability of experienced clinicians to perform the procedure dictate the choice of intervention.
In premature infants, we recommend inhibitors of prostaglandin synthesis, such as indomethacin and ibuprofen, as initial treatment for PDA closure (Grade 1B).
Term and older infants (below 6 kg in weight) who have symptomatic PDAs, are medically treated (ie, lasix and/or digoxin) until they are large enough to safely undergo percutaneous PDA occlusion. If the patient fails medical therapy or the PDA is not suitable for device closure, surgical ligation is indicated.
In children with indications for PDA closure, we suggest percutaneous PDA closure, which should be performed in centers with experienced pediatric interventional cardiologists (Grade 2B). Surgical ligation is a reasonable alternative option if these services are not available.
In adolescents and adults, we recommend percutaneous PDA closure be performed by experienced pediatric interventional cardiologists (Grade 1B).
In patients who undergo percutaneous PDA closure , the choice of occluders (coil versus device) is dependent upon the ductal morphology and size, and the size of the patient.
Prophylactic antibiotics are only indicated for six months after percutaneous PDA closure.
Fonte: Up To Date 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Avaliação de Prótese Tricúspide - by Fábio Soares
Poucos são os trabalhos utilizados para validar medidas objetivas e subjetivas na análise de prótese em pocição tricúspide. Aqui vão algumas:
- Velocidade da onda E (CW) < 1,7m/seg
- Gradiente médio < 6mmHg
- PHT < 230mseg
- Colapso inspiratório da VCI
Connolly HM, Miller FA Jr., Taylor CL, Naessens JM, Seward JB, Tajik AJ. Doppler hemodynamic profiles of 82 clinically and echocardiographically normal tricuspid valve prostheses. Circulation 1993;88:2722-7.
Kobayashi Y, Nagata S, Ohmori F, Eishi K, Nakano K, Miyatake K. Serial Doppler echocardiographic evaluation of bioprosthetic valves in the tricuspid position. J Am Coll Cardiol 1996;27:1693-7.
Aoyagi S, Nishi Y, Kawara T, Oryoji A, Kosuga K, Ohishi K. Doppler echocardiographic evaluation of St. Jude Medical valves in the tricuspid position. J Heart Valve Dis 1993;2:279-86.
Troca da valva mitral e preservação do aparato subvalvar - by Fábio Soares
"Irrespective of the prosthesis selected, conservation of subvalvular apparatus is essential for preservation of ventricular function."
Horskotte D, Schulte HD, Bircks W et al. The effect of chordal preservation on late outcome after mitral valve replacement: a randomised study. J Heart Valve Dis 1993;2:150-8.
Mas até QUANTO???
(Em breve uma revisão sobre o tema)
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Estenose Aórtica e Insuficiência Mitral funcional - by Fábio Soares
Todos já perceberam (e se não, passem a perceber), o grande número de pacientes com estenose aórtica grave que apresenta insuficiência mitral associada (nos mais diversos graus). A sua ocorrência, normalmente é de natureza funcional, ocorrendo na ausência de qualquer lesão valvar intrínseca à valva mitral. As principais causas são pós-carga aumentada, remodelamento ventricular esquerdo e cardiopatia isquêmica associada.
Vamos aos números e à literatura:
- Em pctes com EAo , a severidade da IM aumenta com o aumento progressivo do gradiente transvalvar aórtico. Quando a Im se torna moderada ou grave contribui para o desenvolvimento dos sintomas.
Brener SJ, Duffy CI, Thomas JD, et al. Progression of aortic stenosis in 394 patients: relation to changes in myocardial and mitral valve dysfunction. J Am Coll Cardiol 1995;25:305–10.
- A presença de IM grave diminui o volume sistólico e consequentemente o gradiente transvalvar aórtico, podendo levar estenose aórtica low flow/low gradient.
- Algum grau de IM é encontrado em pctes submetidos a troca valvar aórtica em torno de 60-90%.
- Na presença de IM menor que grave, e havendo risco cirúrgico aceitável para dupla troca valvar, alguns grupos têm indicado essa terapia mais agressiva, baseado em dados que sugerem que IM moderada e grave não melhoram no PO de TVAo e podem até agravar.
Adams PB, Otto CM. Lack of improvement in coexisting mitral regurgitation after relief of valvular aortic stenosis. Am J Cardiol 1990;66:105–7.
Moazami N, Diodato MD, Moon MR, et al. Does functional mitral regurgitation improve with isolated valve replacement? J Cardiol Surg 2004;19:444–8.
Brasch AV, Khan SS, DeRobertis MA, et al. Change in mitral regurgitation severity after aortic valve replacement for aortic stenosis. Am J Cardiol 2000;85:1271–4.
- Outros grupos, advogam uma conduta mais conservadora em pctes com IM funcional, principalmente naqueles com IM menor que grave.
Harris KM, Malenka DJ, Haney MF, et al. Improvement in mitral regurgitation after aortic valve replacement. Am J Cardiol 1997;80:741–5.
Christenson JT, Jordan B, Bloch A, et al. Should a regurgitant mitral valve be replaced with a stenotic aortic valve? Tex Heart Inst J 2000;27:350–5.
Absil B, Dagenais F, Mathieu P, et al. Does moderate mitral regurgitation impact early mid-term clinical outcome in patients undergoing isolated aortic valve replacement for aortic stenosis? Eur J Cardiothorac Surg 2003;24:217–22.
- A decisão quanto a cirurgia de ambas as valvas no caso de IM menor que grave será influenciada pela expectativa da melhora espontânea no pós-operatório de TVAo; pelo risco cirúrgico muito alto de uma troca dupla; e pelo risco aumentado de uma futura cirurgia para correção da Im que permaneça ou se torne grave.
- Quanto maior a gravidade da IM maior a probabilidade de melhora no pós-operatório deTVAo
Unger P, Plein D, Van Camp G, et al. Effects of valve replacement for aortic stenosis on mitral regurgitation. Am J Cardiol 2008;102:1378–82
Waisbren EC, Stevens LM, Avery EG, et al. Changes in mitral regurgitation after replacement of the stenotic aortic valve. Ann Thorac Surg 2008;86:56–62.
- O seguinte fluxograma foi sugerido em artigo de revisão publicado este ano no Heart 2010
Vamos aos números e à literatura:
- Em pctes com EAo , a severidade da IM aumenta com o aumento progressivo do gradiente transvalvar aórtico. Quando a Im se torna moderada ou grave contribui para o desenvolvimento dos sintomas.
Brener SJ, Duffy CI, Thomas JD, et al. Progression of aortic stenosis in 394 patients: relation to changes in myocardial and mitral valve dysfunction. J Am Coll Cardiol 1995;25:305–10.
- A presença de IM grave diminui o volume sistólico e consequentemente o gradiente transvalvar aórtico, podendo levar estenose aórtica low flow/low gradient.
- Algum grau de IM é encontrado em pctes submetidos a troca valvar aórtica em torno de 60-90%.
- Na presença de IM menor que grave, e havendo risco cirúrgico aceitável para dupla troca valvar, alguns grupos têm indicado essa terapia mais agressiva, baseado em dados que sugerem que IM moderada e grave não melhoram no PO de TVAo e podem até agravar.
Adams PB, Otto CM. Lack of improvement in coexisting mitral regurgitation after relief of valvular aortic stenosis. Am J Cardiol 1990;66:105–7.
Moazami N, Diodato MD, Moon MR, et al. Does functional mitral regurgitation improve with isolated valve replacement? J Cardiol Surg 2004;19:444–8.
Brasch AV, Khan SS, DeRobertis MA, et al. Change in mitral regurgitation severity after aortic valve replacement for aortic stenosis. Am J Cardiol 2000;85:1271–4.
- Outros grupos, advogam uma conduta mais conservadora em pctes com IM funcional, principalmente naqueles com IM menor que grave.
Harris KM, Malenka DJ, Haney MF, et al. Improvement in mitral regurgitation after aortic valve replacement. Am J Cardiol 1997;80:741–5.
Christenson JT, Jordan B, Bloch A, et al. Should a regurgitant mitral valve be replaced with a stenotic aortic valve? Tex Heart Inst J 2000;27:350–5.
Absil B, Dagenais F, Mathieu P, et al. Does moderate mitral regurgitation impact early mid-term clinical outcome in patients undergoing isolated aortic valve replacement for aortic stenosis? Eur J Cardiothorac Surg 2003;24:217–22.
- A decisão quanto a cirurgia de ambas as valvas no caso de IM menor que grave será influenciada pela expectativa da melhora espontânea no pós-operatório de TVAo; pelo risco cirúrgico muito alto de uma troca dupla; e pelo risco aumentado de uma futura cirurgia para correção da Im que permaneça ou se torne grave.
- Quanto maior a gravidade da IM maior a probabilidade de melhora no pós-operatório deTVAo
Unger P, Plein D, Van Camp G, et al. Effects of valve replacement for aortic stenosis on mitral regurgitation. Am J Cardiol 2008;102:1378–82
Waisbren EC, Stevens LM, Avery EG, et al. Changes in mitral regurgitation after replacement of the stenotic aortic valve. Ann Thorac Surg 2008;86:56–62.
- O seguinte fluxograma foi sugerido em artigo de revisão publicado este ano no Heart 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Angioplastia x Endarterectomia de carótidas - É o fim da polêmica?- by Fábio Soares
Fim da polêmica. Será?
Carotid artery stenting vs carotid endarterectomy. Meta-analysis and diversity-adjusted trial sequential analysis of randomized trials.
Bangalore S, Kumar S, Wetterslev J, et al. Arch Neurol 2010
- Esta recente metanálise publicada no Archives of Neurology, utilizou 13 trials, e comparou 7477 pacientes portadores de estenose carotídea (sintomáticos e assintomáticos), que foram randomizados para Angioplastia ou Endarterectomia.
- Dentre os mais recentes triasl estão: Carotid Revascularization Endarterectomy vs Stenting Trial (CREST); Endarterectomy vs Angioplasty in Patients with Symptomatic Severe Carotid Stenosis (EVA-3S); International Carotid Stenting Study (ICSS); Stenting and Angioplasty with Protection in Patients at High Risk for Endarterectomy (SAPPHIRE) e Stent-Protected Angioplasty vs Carotid Endarterectomy (SPACE).
- Comparado com a endarterectomia, a angioplastia de carótidas foi associada com um aumento no endpoint combinado de morte periprocedimento, infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral; morte periprocedimento ou acidente vascular cerebral, e qualquer AVC periprocedimento, mas foi associada com uma redução da incidência de IAM periprocedimento e lesões de nervos cranianos.
- Segundo os autores, esta metanálise revela forte evidência de um aumento do risco relativo de 20% do risco de morte ou AVC periprocedimento ou qualquer tipo de AVC, e uma redução de 15% no risco de IAM com Angioplastia em comparação com Endarterectomia.
- Angioplastia, quando comparada a Endartecetomia, também foi associada com risco aumentado dos endpoints isolados e combinados a médio e longo prazo.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Ainda falando de Insuficiência Mitral Funcional - by Fábio Soares
A Simplified Echocardiographic Measurements of Direct Effects of Restrictive Annuloplasty on Mitral Valve Geometry
Yasuhiro Shudo, M.D.,∗ Hajime Matsue, M.D., Ph.D.,† Koichi Toda, M.D., Ph.D.,∗ Hiroki Hata, M.D., Ph.D.,∗Shinichi Fujita, R.M.S.,∗ Kazuhiro Taniguchi, M.D., Ph.D.,∗ and Yoshiki Sawa, M.D., Ph.D.†
Echocardiographic imaging and evaluation of mitral valve geometrical parameters. Ad = the whole length of the anterior leaflet during the diastolic phase, Ac = the length of the noncoaptation free portion of the anterior leaflet in the long-axis view at end-systole, Th = tenting height; SLd = septal lateral diameter; TA = tenting area.
Objective: The purpose of this study was to evaluate the direct effects of restrictive mitral annuloplasty on mitral valve geometry. Methods: We studied 23 patients (mean age: 63 ± 5 years) with functional mitral regurgitation (moderate to severe) and advanced cardiomyopathy (ejection fraction: 25 ± 8%) with ischemic (n = 15) or nonischemic (n = 8) conditions, who underwent restrictive annuloplasty. We determined annular septal-lateral diameter, tenting height, tenting area, vertical length of coaptation of the mitral leaflets (coaptation length), and ratio of coaptation length to septal-lateral diameter (coaptation length index) at end-systole, before and after surgery, using transthoracic echocardiography.
Results: Annular septal-lateral diameter, tenting height, and tenting area were significantly decreased (34 ± 7 to 20 ± 5 mm, P < 0.05; 9 ± 4 to 5 ± 2 mm, P < 0.05; 210 ± 120 to 80 ± 50 mm2, P < 0.05, respectively), whereas coaptation length and coaptation length index were significantly increased (3.4 ± 1.3 to 6.5 ± 2.9 mm, P < 0.05; 0.11 ± 0.06 to 0.33 ± 0.15, P < 0.05, respectively). Spearman’s rank correlation analysis revealed that these five variables had a statistically significant correlation with the degree of mitral regurgitation. Furthermore, stepwise regression analysis showed that coaptation length index, in contrast to coaptation length, was the most important correlate with the degree of mitral regurgitation.
Conclusion: Our simplified parameters were useful for quantitative and geometrical descriptions of mitral valve geometry, and may also provide important information for developing a surgical strategy for functional mitral regurgitation. (Echocardiography 2010;27:931-936)
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Plastia Mitral - by Fábio Soares
Preditores de sucesso para reparo cirúrgico da Valva Mitral
- Em casos de IM primária (orgânica), alguns critérios sugerem elevadas chances de falha de Valvoplastia cirúrgica:
a. Presença de um grande jato regurgitante central,
b. Dilatação anular grave (>50 mm),
c. Comprometimento de ≥ 3 scalops, principalmente se a cúspide anterior está a envolvida
d. Calcificação valvar extensa
Omran AS, Woo A, David TE, Feindel CM, Rakowski H, Siu SC. Intraoperative transesophageal echocardiography accurately predicts mitral valve anatomy and uitability for repair. J Am Soc Echocardiogr 2002;15:950–7.
- Em casos de IM isquêmica funcionalde grau grave, com o ETE evidenciando diâmetro do anel mitral ≥ 37 mm, uma área de tenda (tenting area) ≥ 1,6 cm2, existe 50% de chance de retorno da insuficiência valvar no acompanhamento.
Kongsaerepong V, Shiota M, Gillinov AM, Song JM, Fukuda S, McCarthy PM et al. Echocardiographic predictors of successful versus unsuccessful mitral valve repair in ischemic mitral regurgitation. Am J Cardiol 2006;98:504–8.
- Características desfavoráveis ao Eco TT para reparo valvar cirúrgico em casos de IM funcional grave
Lancellotti P, Marwick T, Pierard LA. How to manage ischaemic mitral regurgitation.
Heart 2008;94:1497–502.
- Em casos de IM primária (orgânica), alguns critérios sugerem elevadas chances de falha de Valvoplastia cirúrgica:
a. Presença de um grande jato regurgitante central,
b. Dilatação anular grave (>50 mm),
c. Comprometimento de ≥ 3 scalops, principalmente se a cúspide anterior está a envolvida
d. Calcificação valvar extensa
Omran AS, Woo A, David TE, Feindel CM, Rakowski H, Siu SC. Intraoperative transesophageal echocardiography accurately predicts mitral valve anatomy and uitability for repair. J Am Soc Echocardiogr 2002;15:950–7.
- Em casos de IM isquêmica funcionalde grau grave, com o ETE evidenciando diâmetro do anel mitral ≥ 37 mm, uma área de tenda (tenting area) ≥ 1,6 cm2, existe 50% de chance de retorno da insuficiência valvar no acompanhamento.
Kongsaerepong V, Shiota M, Gillinov AM, Song JM, Fukuda S, McCarthy PM et al. Echocardiographic predictors of successful versus unsuccessful mitral valve repair in ischemic mitral regurgitation. Am J Cardiol 2006;98:504–8.
- Características desfavoráveis ao Eco TT para reparo valvar cirúrgico em casos de IM funcional grave
Lancellotti P, Marwick T, Pierard LA. How to manage ischaemic mitral regurgitation.
Heart 2008;94:1497–502.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Insuficiência Mitral Funcional - by Fábio Soares
- Anatomicamente o aparato valvar mitral é complexo:
1. Cúspides anterior e posterior
2. Cordas tendíneas primárias, secundárias e terciárias
3. Músculos Papilares ântero-lateral e póstero-medial
4. Ânulo mitral
5. Miocárdio ventricular adjacente ao músculo papilar
6. Endocárdio do átrio esquerdo do qual se extende a cúspide posterior
- A prevalência é bastante controversa, mas cerca de 40% dos pacientes por ICC por cardiomiopatia dilatada desenvolverão IM funcional.
- O grau de IM pode ( e deve) ser dado pelo cálculo do orifício regurgitante efetivo (ERO) e pelo volume regurgitante. Mudanças da pré carga e contratilidade podem afetar o ERO. Diminuição da pré-carga e administração de inotrópicos podem diminuir o ERO; já exercício físico frequentemente resulta em aumento do ERO.
- Na presença de IM funcional, não existe a fase isométroca da sístole ventricular, sendo que quase 50% do volume regurgitante para o AE ocorre antes da abertura da valva aórtica.
- Disfunção ventricular esquerda está associada ao aumento do volume sistólico final do VE, mas é frequentemente mascarado pelo aumento do volume ejetado, e consequentemente FE aparentemente preservada.
1. Cúspides anterior e posterior
2. Cordas tendíneas primárias, secundárias e terciárias
3. Músculos Papilares ântero-lateral e póstero-medial
4. Ânulo mitral
5. Miocárdio ventricular adjacente ao músculo papilar
6. Endocárdio do átrio esquerdo do qual se extende a cúspide posterior
- A prevalência é bastante controversa, mas cerca de 40% dos pacientes por ICC por cardiomiopatia dilatada desenvolverão IM funcional.
- O grau de IM pode ( e deve) ser dado pelo cálculo do orifício regurgitante efetivo (ERO) e pelo volume regurgitante. Mudanças da pré carga e contratilidade podem afetar o ERO. Diminuição da pré-carga e administração de inotrópicos podem diminuir o ERO; já exercício físico frequentemente resulta em aumento do ERO.
- Na presença de IM funcional, não existe a fase isométroca da sístole ventricular, sendo que quase 50% do volume regurgitante para o AE ocorre antes da abertura da valva aórtica.
- Disfunção ventricular esquerda está associada ao aumento do volume sistólico final do VE, mas é frequentemente mascarado pelo aumento do volume ejetado, e consequentemente FE aparentemente preservada.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Caso da semana 2 - by Lúcia Duartte
Pcte masc, 21 dias de nascido, com hipoatividade e choque circulaório
Coarctação da aorta + Persistência do Canal Arterial
sábado, 6 de novembro de 2010
Caso da semana... - by Fábio Soares
Paciente feminina, 84 anos, portadora de demência senil, hipertensa, sem uso regular de medicação, comparece ao consultório para realização de Ecocardiograma transtorácico solicitado por Oftalmologista como parte da avaliação perioperatória de cirurgia de catarata. Portadora de deformidade torácica (escoliose acentuada), não tolerando decúbito lateral e pouco colaborativa (pense o quão fácil foi...)
Plano paraesternal
Aorta torácica descendente (região axilar anterior)
Aorta abdominal
Aorta abdominal
Obs: Não foi possível aquisição das imagens em janela supraesternal.
Sinal de McConnell - by Fábio Soares
Paciente feminina, 76 anos, HAS, DM, DLP, obesa, em tratamento ambulatorial de trombose venosa profunda (poplítea esquerda), admitida na unidade de emergência com quadro de dispnéia progressiva e dor torácica ventilatório dependente. Como antecedentes médicos apresenta 4 episódios de AVE isquêmico, sendo o último há 5 meses. Solicitado Ecocardiograma que revelou dilatação moderada de câmaras direitas, hipocinesia da parede livre do VD, com contratilidade apical preservada. Insuficiência tricúspide de grau moderado. Gradiente VD/AD 48mmHg.
-Gibson NS, Sohne M, Buller HR. Prognostic value of echocardiography and spiral computed tomography in patients with pulmonary embolism. Curr Opin Pulm Med. 2005;11:380 –384
- Devido a interdependência ventricular (banda muscular única), sobrecarga aguda de pressão do VD pode determinar disfunção do VE.
-Goldhaber SZ. Echocardiography in the management of pulmonary embolism. Ann Intern Med. 2002;136:691–700.
- Tendo como referência a CIntilografia Pulmonar (ventilação/perfusão), defeitos de perfusão > 30% determinam hipocinesia do VD em aproximadamente 92% dos casos
- Ribeiro A, Juhlin-Dannfelt A, Brodin LA, et al. Pulmonary embolism: relation between the degree of right ventricle overload and the extent of perfusion defects. Am Heart J. 1998;135:868–874.
- “McConnell sign” é útil para diferenciar pacientes com TEP agudo daqueles com HP secundária a qualquer outra causa com sensibilidade 77%, especificidade 94%, VPP 71% e VPN 94%.
- McConnell MV, Solomon SD, Rayan ME, et al. Regional right ventricular dysfunction detected by echocardiography in acute pulmonary embolism. Am J Cardiol. 1996;78:469–473.
- Sinal de McConnell corresponde a preservação da contratilidade do ápice do VD com hipocinesia da porção média da parede livre do VD. Existem 3 mecanismos propostos para explicar sua patogênese
1. Ápice do VE hiperdinâmico e hipercontrátil, levando a "tethering" (repuxamento) do ápice do VD
2.Aumento súbito da pós-carga do VD resultaria em uma conformação mais esférica do ventrículo distribuindo a pressão predominantemente nas porções médias do VD, poupando o ápice.
3. Isquemia segmentar da parede livre do VD
(qualidade ruim da imagem, tendo em vista a dificuldade de realização do mesmo)
Você sabia?
- 30 a 40% dos pacientes com embolia pulmonar aguda apresentaram algum tipo de anormalidade ao ecocardiograma.
-Echocardiographic evaluation of pulmonary embolism and its response to therapeutic interventions. Chest. 1992,101:151S–162S.
-Kucher N, Rossi E, De Rosa M, et al. Prognostic role of echocardiography among patients with acute pulmonary embolism and a systolic arterial pressure of 90 mm Hg or higher. Arch Intern Med. 2005;165:1777–1781.-Gibson NS, Sohne M, Buller HR. Prognostic value of echocardiography and spiral computed tomography in patients with pulmonary embolism. Curr Opin Pulm Med. 2005;11:380 –384
- Devido a interdependência ventricular (banda muscular única), sobrecarga aguda de pressão do VD pode determinar disfunção do VE.
-Goldhaber SZ. Echocardiography in the management of pulmonary embolism. Ann Intern Med. 2002;136:691–700.
- Tendo como referência a CIntilografia Pulmonar (ventilação/perfusão), defeitos de perfusão > 30% determinam hipocinesia do VD em aproximadamente 92% dos casos
- Ribeiro A, Juhlin-Dannfelt A, Brodin LA, et al. Pulmonary embolism: relation between the degree of right ventricle overload and the extent of perfusion defects. Am Heart J. 1998;135:868–874.
- “McConnell sign” é útil para diferenciar pacientes com TEP agudo daqueles com HP secundária a qualquer outra causa com sensibilidade 77%, especificidade 94%, VPP 71% e VPN 94%.
- McConnell MV, Solomon SD, Rayan ME, et al. Regional right ventricular dysfunction detected by echocardiography in acute pulmonary embolism. Am J Cardiol. 1996;78:469–473.
- Sinal de McConnell corresponde a preservação da contratilidade do ápice do VD com hipocinesia da porção média da parede livre do VD. Existem 3 mecanismos propostos para explicar sua patogênese
1. Ápice do VE hiperdinâmico e hipercontrátil, levando a "tethering" (repuxamento) do ápice do VD
2.Aumento súbito da pós-carga do VD resultaria em uma conformação mais esférica do ventrículo distribuindo a pressão predominantemente nas porções médias do VD, poupando o ápice.
3. Isquemia segmentar da parede livre do VD
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
PISA e Insuficiência Mitral Excêntrica - by Fábio Soares
O método de PISA para avaliação da insuficiência mitral é trabalhoso, apresenta certo grau de variação intra e interobservador, tornando-o pouco popular no nosso meio.
Apesar de muitas críticas e justificativas contra esta análise, o Consenso Europeu coloca o PISA como medida obrigatória na avaliação da insuficiência mitral.
E para a insuficiência mitral excêntrica, será que teria alguma valia?
When feasible, the PISA method is highly recommended to quantitate the severity of MR. It can be used in both central and eccentric jets. An EROA ≥40 mm2 or a R Vol ≥ 60 mL indicates severe organic MR. In functional ischaemic MR, an EROA ≥ 20 mm2 or a RVol ≥ 30 mL identifies a subset of patients at increased risk of cardiovascular events."
"
European Journal of Echocardiography (2010) 11, 307–332
Apesar de muitas críticas e justificativas contra esta análise, o Consenso Europeu coloca o PISA como medida obrigatória na avaliação da insuficiência mitral.
E para a insuficiência mitral excêntrica, será que teria alguma valia?
When feasible, the PISA method is highly recommended to quantitate the severity of MR. It can be used in both central and eccentric jets. An EROA ≥40 mm2 or a R Vol ≥ 60 mL indicates severe organic MR. In functional ischaemic MR, an EROA ≥ 20 mm2 or a RVol ≥ 30 mL identifies a subset of patients at increased risk of cardiovascular events."
"
Você sabia?
- O raio do PISA é o mais freqüentemente constante em pacientes com IM reumática. Nos casos de prolapso da VM, o raio de PISA aumenta progressivamente durante a segunda metade da sístole. Na presença de IM funcional, há uma variação dinâmica da área do orifício regurgitante, com picos no início e final da sístole e um decréscimo na médio-sístole.
et al. Mechanism of mitral regurgitation in inferior wall acute myocardial infarction. Am J Cardiol 2002;90:306–9. Schwammenthal E, Popescu AC, Popescu BA, Freimark D, Hod H, Eldar M
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Espaço para as carótidas... - by Fábio Soares
Looping
Kinking
Ilustração:

1. Normal 2. Tortuosidade 3. Kinking 4. Looping
- Looping e Kinking da artéria carótida interna não é incomum. Embora a incidência destes tenha sidi estimada etre 10% e16% na população em geral, o significado clínico continua controverso.
- Kinking pode estar associado com aterosclerose, estenoses, vasculite, dilatação atrófica, perda de elasticidade, ou dissecção no contexto da displasia fibromuscular, aumentando a sua incidência conforme a faixa etária. No caso do Looping, permanece incerto se esta alteração é congênita ou adquirida.
- Tendo em vista a alteração dinâmica de fluidos na presença de alterações do trajeto da ACI, não é surpreendente que o Kinking seja mais freqüentemente associado a doença cerebrovascular que o Looping.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Strain Bidimensional e Miocardite - by Fábio Soares
Meu amigo Moisés Moreira, perguntou:
SERÁ QUE O STRAIN É ACURADO PARA INJÚRIA DISCRETA AO MIOCÁRDIO?
O motivo da pergunta foi esse caso:
Pcte feminina, jovem admitida na unidade de emergência com dor torácica atípica apos episódio de vias aéreas superiores há cerca de 10 dias. Apresentou ECG normal e MNM elevadas, mas sem curva típica para IAM.
Ecocardiograma transtorácico: normal
RNM cardíaca: pequenas áreas de realce tardio compatível com miocardite
Realizado strain bidimensional longitudinal, o qual não mostrou alterações da deformidade miocárdica em todas as paredes, com srain global e segmentar preservados.
Moisés levantou a seginte questão: "Será que se realizado o srain radial, teríamos encontrado alguma alteração?" (não foi realizado por limitação do aparelho)
Vamos aos fatos (à luz da Medicina baseada em evidência)
- No infarto do miocárdio, a distribuição do comprometimento do strain, revela a extensão da necrose: um infarto transmural é caracterizada pela redução do strain longitudinal, circunferencial e radial, enquanto que na necrose subendocárdica apenas o strain longitudinal e radial estão reduzidos, enquanto a deformação circunferencial está preservada.
- Na miocardite aguda focal, no entanto, a lesão miocárdica é principalmente circunscrita às camadas subepicárdica, sem estar necessariamente associada a alterações da contratilidade segmentar. Mas e quanto a deformidade (strain)? Há alguma resposta?
Alguns trabalhos sugerem que os Strain Longitudinal e Circunferencial costumam estar alterados em pctes com miocardite aguda com contratilidade preservada mas com evidências de dano subepicárdico à RNM (realce tardio) Particularmente, o strain longitudinal costuma estar reduzido em todo o miocárdio independente da presença de dano subepicárdico, embora segmentos com realce tardio tenham maior comprometimento do strain que as áreas sem. Strain circunferencial costuma estar reduzido naqueles segmentos com realce tardio com extensão >25% da parede.
Sugiro:
Myocardial Deformation in Acute Myocarditis With Normal Left Ventricular Wall Motion
Circulation Journal Vol.74, June 2010Strain Doppler echocardiography can identify longitudinal myocardial dysfunction derived from edema in acute myocarditis. –280
International Journal of Cardiology 126 (2008) 279
SERÁ QUE O STRAIN É ACURADO PARA INJÚRIA DISCRETA AO MIOCÁRDIO?
O motivo da pergunta foi esse caso:
Pcte feminina, jovem admitida na unidade de emergência com dor torácica atípica apos episódio de vias aéreas superiores há cerca de 10 dias. Apresentou ECG normal e MNM elevadas, mas sem curva típica para IAM.
Ecocardiograma transtorácico: normal
RNM cardíaca: pequenas áreas de realce tardio compatível com miocardite
Realizado strain bidimensional longitudinal, o qual não mostrou alterações da deformidade miocárdica em todas as paredes, com srain global e segmentar preservados.
Moisés levantou a seginte questão: "Será que se realizado o srain radial, teríamos encontrado alguma alteração?" (não foi realizado por limitação do aparelho)
Vamos aos fatos (à luz da Medicina baseada em evidência)
- No infarto do miocárdio, a distribuição do comprometimento do strain, revela a extensão da necrose: um infarto transmural é caracterizada pela redução do strain longitudinal, circunferencial e radial, enquanto que na necrose subendocárdica apenas o strain longitudinal e radial estão reduzidos, enquanto a deformação circunferencial está preservada.
- Na miocardite aguda focal, no entanto, a lesão miocárdica é principalmente circunscrita às camadas subepicárdica, sem estar necessariamente associada a alterações da contratilidade segmentar. Mas e quanto a deformidade (strain)? Há alguma resposta?
Alguns trabalhos sugerem que os Strain Longitudinal e Circunferencial costumam estar alterados em pctes com miocardite aguda com contratilidade preservada mas com evidências de dano subepicárdico à RNM (realce tardio) Particularmente, o strain longitudinal costuma estar reduzido em todo o miocárdio independente da presença de dano subepicárdico, embora segmentos com realce tardio tenham maior comprometimento do strain que as áreas sem. Strain circunferencial costuma estar reduzido naqueles segmentos com realce tardio com extensão >25% da parede.
Sugiro:
Myocardial Deformation in Acute Myocarditis With Normal Left Ventricular Wall Motion
Circulation Journal Vol.74, June 2010Strain Doppler echocardiography can identify longitudinal myocardial dysfunction derived from edema in acute myocarditis. –280
International Journal of Cardiology 126 (2008) 279
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Valva aórtica univalvar - by Fábio Soares
Paciente feminina, 25 anos, portadora de retardo neuropsicomotor e "sopro cardíaco" desde a infância. Internada em unidade hospitalar por febre de foco indeterminado há 7 dias. Ao exame físico, apresenta bom estado geral e nutricional, fácies sindrômica. Artelhos com certo grau de deformidade.Ausculta cardíaca revela B2 hiperfonética com sopro em crescendo/decrescendo em foco aórtico, com irradiação para pescoço, grau 3/6. Nota-se, ainda, pulsação proeminente da aorta na fúrcula esternal.
- Valva aórtica unicúspide é uma alteração congênita rara. Em uma série retrospectiva, a prevalência desta anomalia gira em torno de 0,02% da população adulta.
- É uma malformação congênita que resulta de valvulogênese anormal. Normalmente, as 3 válvulas e suas comissuras, desenvolvem-se a partir dos turbérculos ambrionários do tronco aórtico. Em uma valva bicúspide,o desenvolvimento de um dos tubérculos é interrompido, resultando em uma rafe, onde deveria haver uma comissura. Do mesmo modo, em uma valva unicúspide, ocorre falha no desenvolvimento das duas comissuras.
- Durante a diástole, as rafes freqüentemente se parecem com verdadeiras comissuras no eixo curto, tornando-se fácil confundir com valva tricúspide. Durante a sístole, entretanto, não há separação das válvulas, levando a uma abertura elípitica excêntrica em "boca de peixe".
- Existem dois tipos de reconhecidos de valvas aórticas unicuspides: unicomissural (mais comum) e acommissural, baseado na existência da ligação do orifício valvar e a parede aórtica.
- Esta população costuma apresentar dilatações da aorta torácica, podendo requerer procedimento cirúrgico na vida adulta.
Exemplo de caso clínico no link abaixo:
http://eurheartj.oxfordjournals.org/content/29/10/1295.full.pdf
Recomendo:
International Anesthesia Research Society Vol. 108, No. 3, March 2009
Ecocardiograma: Câmaras cardíacas de dimensões e espessuras normais, com valva aórtica univalvar, com estenose de grau discreto. Aneurisma da aorta torácica ascendente inicial (49mm). Arco aórtico a esquerda e sem evidências de obstruções.
- Valva aórtica unicúspide é uma alteração congênita rara. Em uma série retrospectiva, a prevalência desta anomalia gira em torno de 0,02% da população adulta.
- É uma malformação congênita que resulta de valvulogênese anormal. Normalmente, as 3 válvulas e suas comissuras, desenvolvem-se a partir dos turbérculos ambrionários do tronco aórtico. Em uma valva bicúspide,o desenvolvimento de um dos tubérculos é interrompido, resultando em uma rafe, onde deveria haver uma comissura. Do mesmo modo, em uma valva unicúspide, ocorre falha no desenvolvimento das duas comissuras.
- Durante a diástole, as rafes freqüentemente se parecem com verdadeiras comissuras no eixo curto, tornando-se fácil confundir com valva tricúspide. Durante a sístole, entretanto, não há separação das válvulas, levando a uma abertura elípitica excêntrica em "boca de peixe".
- Existem dois tipos de reconhecidos de valvas aórticas unicuspides: unicomissural (mais comum) e acommissural, baseado na existência da ligação do orifício valvar e a parede aórtica.
- Esta população costuma apresentar dilatações da aorta torácica, podendo requerer procedimento cirúrgico na vida adulta.
Exemplo de caso clínico no link abaixo:
http://eurheartj.oxfordjournals.org/content/29/10/1295.full.pdf
Recomendo:
International Anesthesia Research Society Vol. 108, No. 3, March 2009
domingo, 3 de outubro de 2010
Estenose Mitral Crítica - by Fábio Soares
Paciente feminina, 39 anos, apresentando desnutrição proteino-energética, dispnéia aos mínimos esforços. Evoluindo com oligúria e elevação progressiva das escórias renais, necessitando de procedimento dialítico.
Assinar:
Postagens (Atom)












