quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Cisto Pericárdico - Você sabia? - by Fábio Soares

- Cistos pericárdicos são os "tumores" benignos mais comuns do pericárdio, com prevalência de 1:100.000 indivíduos. Essas estruturas correspondem a 6,5% de todos os tumores do coração e do pericárdio. Podem ter origem congênita ou adquirida após infecção ou trauma. Costumam ser diagnosticados na 3a ou 4a década de vida e acomete igualmente homem e mulheres


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- Geralmente, apresentam uma cavidade unilocular preenchida por líquido seroso. Histologicamente, são formados por uma lâmina de células mesoteliais além de tecido conectivo, com colágeno e fibras elásticas.

- No diagnóstico diferencial devem ser considerados os tumores sólidos, incluindo angioma, lipoma, tumor neurogênico, sarcoma, linfoma, carcinoma broncogênico, metástase, lesão granulomatosa e abscesso. Outros cistos devem ser diferenciados, tais como cisto broncogênico intersticial e linfangiomas, além de outras doenças, como hérnias diafragmáticas e aneurismas cardíacos ou de grandes vasos


 
- Costumam ser achados incidentais em radiografias de tórax e ecocardiogramas. O aspecto radiográfico mais usual dos cistos pericárdicos é o de uma massa arredondada, de bordas lisas e bem demarcadas, mais comumente situada junto à borda cardíaca direita (51-70% dos casos). Entretanto, o seu diagnóstico pode ser dificultado quando a lesão não se localiza no ângulo cardiofrênico direito. (28–38% no seio costofrênico esquerdo e 8-11% em outras localizações mediastinais não adjacentes ao diafragma).

- Em sua maioria, os cistos pericárdicos são assintomáticos. De 25 a 30% dos pacientes pode apresentar dor torácica, dispnéia, tosse ou taquicardia paroxística. Raramente, eles podem ser associados com complicações mais graves tais como ruptura, tamponamento, obstrução do fluxo de via de saída do VD, invasão de estruturas adjacentes, FA e morte súbita). Sangramento para o interior do cisto é um achado incomum que pode ocorrer após trauma torácico ou de maneira espontânea.

- A ecocardiografia é, em geral, suficiente para estabelecer o diagnóstico, entretanto, a tomografia computadorizada e a ressonância nuclear magnética contribuem para distinguir o cisto pericárdico de uma massa mediastinal sólida. No entanto, o diagnóstico definitivo só se consolida por meio dos achados do exame anatomopatológico.


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Vejam este caso publicado no JACC
http://content.onlinejacc.org/cgi/reprint/55/11/1160.pdf

Um comentário:

  1. Recentemente fiz um eco que mostrava uma imagem não tão clara de cisto , mas uma imagem de tumoração nessa mesma topografia do caso de Fábio, porém maior e conteúdo heterogêneo e bordas não tão lisas. Laudo do eco dado como massa a esclarecer com outro método de imagem.
    Acabou dando cisto pericárdico e o paciente operado.
    Só para lembrar que nem sempre pode aparecer assim.
    Leandro Serafim

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