domingo, 25 de novembro de 2012

Caso Clínico da Semana - by Fábio Soares

Paciente feminina, 39 ano,s em pós operatório tardio de troca valvar mitral(por estenose valvar reumática) por prótese mecânica duplo disco. Vinha em uso irregular de anticiagulante oral. Evoluindo há 1 semana com dispnéia progressiva aos esforços. À admissão na unidade de emergência, em franca dispnéia devido a congestão pulmonar e click metálico inaudível.
 
 
Qual o diagnóstico e tratamento?

O fim da saga do ECG - by Fábio Soares

Resumo do caso:

Paciente masculino, 56 anos, HAS, sem outras comorbidades previamente diagnosticadas, sem uso de medicação, admitido na unidade de emergência com desconforto mal caracterizado em tórax e palpitações iniciadas há 1 hora. O ECG inicial evidenciava taquicardica regular com QRS largo e padrão de BRD ( ECG 1 ).
 
Plantonista da unidade de emergência decidiu administrar Amiodarona venosa, resultando em modificação do padrão do ECG. Agora evidencia-se um ritmo taquicárdico com freqüência mais baixa, irregular e com QRS estreito, sugestivo de Fibrilação atrial com RV elevada.
 
Neste momento, fui comunicado do caso, tendo visto somente este ECG 2. Considerando tratar-se de FA agida, transferimos o paciente para unidade fechada, onde poder-se-ia realizar a cardioversão elétrica em ambiente menos atribulado que a unidade onde ele estava.
 
Em chegando a UTI, o ECG evidenciava ritmo taquicárdico REGULAR com QRS estreito, compatível com TPSV. Administrado Adenosina por 2 vezes, retornando ao ritmo sinusal com QRS estreito e sem distúrbios de condução, porém retornava ao ritmo de TPSV com QRS estreito.
 
Por fim, realizado manobra vagal (compressão de seio carotídeo e Valsalva imultaneamente), com manutenção do ritmo sinusal!!!
 
Infelizmente, não consgui (AINDA) o ECG pós reversão da arritmia, mas fica a promessa.
Com esta seqüência, o que me dizem os nobres colegas?

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A saga do ECG continua... - by Fábio Soares

Bom, continuando a saga da taquicardia com QRS largo, gostaria de continuar o caso clínico.

Ao ser atendio na unidade de emergência com aquele ECG 1 , o plantonista da unidade de emergência optou por administrar Amiodarona venosa (ataque + manutenção). Após cerca de 30 minutos, este era o ECG do paciente:

 
E agora?

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Espaço para ECG - by Fábio Soares

Paciente masculino, 56 anos, HAS, sem uso de medicações, admitido na unidade de emergência com dispnéia e "agonia" no peito. ECG da admissão abaixo:
 

sábado, 27 de outubro de 2012

BRE - Score ECG x fração de ejeção - Blog de Eletrocardiografia

Recentemente na sessão do Departamento de Imagem da SBC/Ba, discutimos a análise do BRE ao modo M e suas implicações na avaliação da fução sistólica do VE, na terapia de ressincronização ventricular, etc. Eis que Dr. Nestor Rodrigues publica este trabalho sugerindo um escore eletrocardiográfico para correlacionar parâmetros eletrocardiográfcos e a função ventricular esquerda.
 
 
 

Estenose Aórtica - Vc sabia? - by Fábio Soares

Interessante este estudo... Desde 1988, começaram a surgir trabalhos tentando encontrar outros sinais ecocardiográficos para avaliação da gravidade da estenose aórtica, que não análise exclusiva de gradientes. E o tempo de ejeção do ventrículo esquerdo, o quanto este influencia nos gradientes transvalvares?
Em tempos de "Paradoxal Low Flow Normal FE" aortic stenosis, vale uma lida neste artigo:

 
 
 
Este outro artigo de revisão, também toca no assunto. Em pctes com EAo e disfnção ventricular esquerda, existiriam dados ecocardiográficos que me sugiram sua real gravidade (moderada x grave), sem realizar o eco stress?
 
 
 


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Prolapso da Valva Tricúspide - by Fábio Soares


"As for MR, three types of tricuspid changes can be visualized: a billowing valve, a prolapsing valve and a flail tricuspid valve. Tricuspid prolapse is generally associated with mitral valve prolapse and is defined as a mid-systole posterior leaflet displacement beyond the annular plane. The coaptation line is behind the annular plane. Tricuspid prolapse most often involves the septal and anterior tricuspid leaflets. The most common phenotype of tricuspid prolapse is diffuse myxomatous degeneration (Barlow's disease). A flail tricuspid leaflet is observed when the free edge of a leaflet is completely reversed in the RA, usually as a consequence of ruptured chordae (degenerative TR, infective endocarditis, trauma)."


European Journal of Echocardiography (2010)  11, 307 - 332
  
"Tricuspid valve prolapse is an infrequent echocardiographic finding that is most commonly associated with mitral valve prolapse. When compared with patients exhibiting isolated prolapse of the mitral valve, patients with tricuspid valve prolapse are somewhat older individuals with a slightly higher frequency of neurologic symptoms, fatigue, weakness, supraventricular arrhythmias (especially atrial fibrillation) and skeletal deformities. Tricuspid valve prolapse may serve as a marker of more-diffuse connective tissue abnormalities, and its identification also should prompt an echocardiographic search for evidence of prolapse and regurgitation of the other heart valves."
1987;17(2):97-109. 
 
"Tricuspid valve prolapse has remained a poorly defined entity. Some authors have stated that prolapse isolated to the tricuspid valve has not been documented. This report contains three cases of isolated tricuspid valve prolapse including the first pathologically confirmed case. A review of worldwide literature including all reported cases of isolated tricuspid valve prolapse is also presented.Although signs and symptoms are similar to those found with mitral valve prolapse, tricuspid valve prolapse may occasionally be differentiated by auscultation. The diagnostic criteria of tricuspid valve prolapse are thoroughly discussed for each of the presently available invasive and noninvasive techniques. Right heart catheterization can define such prolapse but is invasive and requires meticulous technique. Two-dimensional echocardiography supersedes M-mode because of the superior spatial evaluation of the tricuspid leaflets in relation to the right atrium and ventricle. Multiple views including a long-axis view of the right ventricular inflow are often required. This parasternal echocardiographic window is often the only one which permits adequate visualization of the posterior leaflet. The pathologic findings of tricuspid valve prolapse are similar to those of mitral valve prolapse. This report concludes with a description of associated conditions. Severe tricuspid regurgitation has not been noted with tricuspid valve prolapse in the absence of superimposed disease, yet much remains undefined concerning the clinical significance of this condition."
Am Col Card 1985; 6(2) 475-481
 


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Comemoração aos 30 anos do Programa de Residência Médica do Hospital Santa Izabel

Sobre a batuta do Prof. Dr. Gilson Soares Feitosa
 


domingo, 14 de outubro de 2012

Sessão do DIC / Ba - by Fábio Soares

 
 
Sessão do Departamento de Imagem, realizada em 10.10.12
Em tempos de Strain, Speckle Tracking, 3D, 4D, ainda há espaço para o modo M?
 
 
 
 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Origem Anômala da Coronária Esquerda da Artéria Pulmonar - by Fábio Soares

- A origem anômala da artéria coronária esquerda ramo da artéria pulmonar (ALCAPA) é uma anomalia congênita rara, porém grave (cerca de 0,25-0,5% de todas as cardiopatias congênitas). Se não for tratada, a taxa de mortalidade no primeiro ano de vida é de 90% secundária a isquemia miocárdica / infarto e insuficiência mitral levando a ICC. A morte súbita pode ocorrer devido a circulação colateral inadequada entre os sistemas direito e esquerdo das artérias coronárias.
 
A primeira descrição clínica em conjunto com os resultados da autópsia foi feita por Bland e colaboradores em 1933, daí a origem do epônimo Síndrome de Bland-White-Garland.
 
- AALCAPA pode resultar a partir de septação anormal do conotruncu em  aorta e  artéria pulmonar, ou a partir da persistência das papilas pulmonares em conjunto com involução das papilas da aorta que, eventualmente, formam as artérias coronárias.

 - ALCAPA geralmente é uma anomalia cardíaca isolada, mas tem sido descritos caos associados com PCA, CIV, tetralogia de Fallot e coarctação da aorta.
 
- As variações descritas são as seguintes:
  1. Origem da coronária descendente anteriore/ou circunflexa
  2. Origem da coronária direita
  3. Ambas as artérias coronárias direita e esquerda, circunstância que não é compatível com a vida.
 
- ALCAPA não determina sinais e sintomas no período pré-natal devido a fisiologia fetal favorável, que inclui (1) as pressões equivalentes no tronco da artéria pulmonar e na aorta secundário a patência do canal arterial e (2) concentrações de oxigénio relativamente equivalentes, devido à circulação em paralelo. Isso resulta em perfusão miocárdica normal e, portanto, nenhum estímulo para formação de colaterais entre os sistemas de direito e esquerdo das artérias coronárias. Logo após o nascimento, quando a circulação torna-se em série, ocorre tanto a queda da pressão arterial pulmonar (diminuição da resistência), como queda do conteúdo de oxigênio do fluxo sanguíneo pulmonar. Isto resulta em miocárdio ventricular esquerdo perfundido por sangue relativamente dessaturado, levando a isquemia miocárdica.
 
- Inicialmente, isquemia do miocárdio é transitória, ocorrendo durante períodos de aumento de demanda do miocárdio, tais como quando a criança está se alimentando e chorando. Novos aumentos no consumo de oxigênio do miocárdio levar a infarto da parede do ventrículo ântero-lateral esquerda livre. Isso muitas vezes faz com que a válvula mitral disfunção do músculo papilar e graus variáveis ​​de insuficiência mitral.
 
 - A circulação colateral entre as coronárias direita e esquerda se segue. Fluxo da artéria coronária esquerda inverte e entra no tronco pulmonar devido à baixa resistência vascular pulmonar (fenômeno do roubo coronário). Como resultado, o miocárdio ventricular esquerdo permanece hipoperfudido. Por conseguinte, a combinação de disfunção ventricular esquerda e insuficiência mitral importante leva à insuficiência cardíaca congestiva (ICC).
 
- Aproximadamente 85% dos pacientes apresentam-se com sintomas clínicos de ICC nos primeiros 1-2 meses de vida. Em casos excepcionais, a apresentação clínica com sintomas de isquemia miocárdica pode ser adiado para a primeira infância.
- A ressonância magnética cardiovascular (RMC) é uma bom método  não-invasivo para a investigação avaliação pré-cirúrgica de ALCAPA. Estes pacientes apresentam fibrose subendocárdica anterolateral basal, sendo este um achado característico.
 
- Ecocardiografia é capaz de identificar a origem anormal da artéria coronária esquerda do tronco da artéria pulmonar. Em circunstâncias não usuais, a coronária anômala pode surgir de um ramo da artéria pulmonar, tornando o diagnóstico ecocardiográfico difícil. O mapeamento de fluxo a cores demonstra fluxo retrógrado da coronária anômala para o tronco pulmonar.
 
- A presença de fluxo retrógrado é dependente do desenvolvimento de colaterais entre as coronárias  esquerda e direita.
 


 
Um achado adicional, o que não é sensível, mas muito específico, é a refringência anormal (ecogenicidade) dos músculos papilares do ventrículo esquerdo e algumas áreas subendocárdicas.  Graus variáveis ​​de regurgitação mitral, disfunção ventricular esquerda e alterações de motilidade podem ser identificados



  Dilatação anormal da artéria coronária direita proximal, quando presentes, reflete o desenvolvimento de grandes colaterais entre CE e CD.

 

 
 
 
 
 

sábado, 1 de setembro de 2012

Ecobahia recomenda...

Para todos aqueles interessados em discusões de casos clínicos, recomento este belo site da
Dra. Janine Magalhães: Discussões Clínicas


Amiloidose Cardíaca - by Fábio Soares

 
 
 
 
 
 


Evaluation and Management of the Cardiac Amyloidosis -
Selvanayagam et al.

JACC Vol. 50, No. 22, 2007

 


 Cardiac Amyloidosis : A Treatable Disease, Often Overlooked

Circulation - August 30.2011

 

Swinging Heart - by Fábio Soares

Mais um...


Pcte feminina, no 30oPO de troca de valva aórtica por prótese mecânica, em uso de anticoagulante oral. TP da admissão incoagulável.

 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Caso Clínico da Semana (continuação) - by Fábio Soares

A paciente da POSTAGEM ANTERIOR , apresentava cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva, tendo sido submetida a Alcoolização Septal há 10 anos. Nota-se no ecocardiograma atual, magem hiperecogênica ao nível da porção basal do SIV, correspondendo ao sítio da alcoolização.



Na imagem com ZOOM do apical 5 câmaras observamos:


E esta é a curva espectral do doppler contínuo da via de saída do VE


Atualmente, a paciente apresenta queixa de dispnéia aos esforços extra-habituais.
Qual o diagnóstico?

domingo, 22 de julho de 2012

What Makes U Beautiful... - uma homenagem!

Caso Clínico da Semana - by Fábio Soares

Paciente feminina, 36 anos, com passado de dispnéia aos esforços e tratamento X há 10 anos. Este é o ecocardiograma atual da paciente. Qual a patologia que fora tratada no passado?






segunda-feira, 16 de julho de 2012

Caso Clínico da Semana - by Fábio Soares (continuação)

Paciente do caso clínico anterior, no 30o PO de troca valvar aórtica por prótese mecânica, vinha em uso regular de anticoagulante oral, cursando com dispnéia há 1 semana. À admissão, RNI 5,0.
Ecocardiograma da admissão: Derrame Pericárdico Grave com repercussão hemodinâmica

Éncamimhado ao centro cirúrgico, sendo drenado 1,5L de conteúdo hemático.

Após 6 dias da drenagem pericárdica, paciente encontrava-se assintomático, mas com ecocardiograma ainda evidenciando derrame pericárdico de grau moderado e imagens sugestivas de coágulos organizados preenchendo o saco pericárdico: Derrame Pericárdico de grau moderado

Introduzido corticóide oral (Prednisona), na suspeita de síndrome pós-pericardiotomia associado a dose excessiva de anticoagulante oral. Ecocardiograma de controle após 5 dias de uso de esteróide:

Arritmia Supraventricular x Teste Ergométrico - by Carlos Frederico


Paciente masculino, 58 anos, hipertenso e dislipidêmico, sem acompanhamento médico há cerca de 2 anos. Compareceu ao ambulatório de cárdio referindo ter parado de usar medicações prescritas na última consulta há cerca de 2 anos e queixando-se de dor torácica localizada em região clavicular direita, relacionada às frequentes discussões que vem tendo com sua esposa. Informa fazer caminhadas em média de 4 vezes por semana, sem sintomas relatados.
Exame físico sem alterações.
Solicitado Teste Ergométrico:

















Arritmia supraventricular esforço induzida.
Arritmias supraventriculares tem elevada incidência durante a realização do teste ergométrico, com maior ocorrência de extrassístoles supraventriculares, que tem uma prevalência média de 24% em diversos estudos. A taquicardia paroxística supraventricular, não apresenta diferença entre os sexos, ocorrendo em média de 6% para homens e 6,3% para mulheres.
A taquicardia supraventricular ocorre predominantemente em pessoas idosas, no pico do esforço ou recuperação inicial, sendo na maioria das vezes não sustentada, de reversão espontânea e quase sempre sem sintomas associados.
A ocorrência de arritmia supraventricular esforço induzida, não proporciona aumento da mortalidade cardiovascular ou eventos coronários.
No presente caso, o paciente não era idoso e iniciou a TSV na recuperação tardia. Não referiu qualquer sintoma, apesar da persistência da taquicardia sustentada por longo tempo, sendo realizado massagem do seio carotídeo, com breves reversões para ritmo sinusal e retorno para TSV. Por fim perto do 6º minuto da recuperação após mais uma manobra vagal, reverteu para sinusal, mantendo-se assim até o fim.